O poder aquisitivo dos fiéis
19 Março 2008 – 10:23 pmPor Bispo James Mytho
Nesse quesito, consideramos o extrato social mais favorecido, ou seja, aquele que tem rendimento mensal acima de 30 salários mínimos. Esse grupo representa 1,5% da população economicamente ativa, e com mais de 10 anos de idade.
Percentagem de fiéis de cada religião que chegam a esse nível (Censo/IBGE 2000):
•1,44% dos católicos;
•0,84% dos evangélicos, (0,47% dos pentecostais, 1,51% dos não-pentecostais);
•4,41% dos espíritas;
•1,37% dos umbandistas e candomblecistas;
•2,58% dos fiéis de outras religiões;
•1,59% dos sem-religião.
O percentual de fiéis, em cada religião, que são empregadores é:
•2,94% dos católicos;
•2,32% dos evangélicos, (1,7% dos pentecostais, e 3,53% dos não-pentecostais)
•6,53% dos espíritas;
•2,73% dos umbandistas e candomblecistas;
•4,3% dos fiéis de outras religiões;
•2,32% dos sem religião.
Agora, dentre os que ganham menos de 1/2 salário mínimo, o percentual, em cada religião, é:
•5,82% dos católicos;
•4,79% dos evangélicos, (5,34% dos pentecostais, e 3,83% dos não-pentecostais);
•1,14% dos espíritas;
•2,63% dos umbandistas e candomblecistas;
•3,79% dos fiéis de outras religiões;
•4,82% dos sem religião.
É interessante dizer que os católicos são 79,5% daqueles que ganham menos de 1/2 salário mínimo. Isso confirma, a tese de que quanto melhor a condição sócio-econômica, maior a diversidade religiosa e filosófica.Todavia, os pentecostais têm o menor percentual de fiéis que são empregadores (ou empreendedores), o que desmascara o mito da teologia da prosperidade.
Fazendo o cruzamento de dados, está provado que não existe relação direta entre religião e melhora nas condições de vida do indivíduo. Até umbandistas e candomblecistas, que são, freqüentemente, rotulados como “pobres ignorantes”, podem chegar a esse nível sócio-econômico. E mais uma vez os espíritas (kardecistas) se destacam, pois eles têm o maior percentual de fiéis que conseguem chegar ao nível mais alto. Isso desmistifica a tese de alguns grupos que enfatizam a teologia da prosperidade, ou a preservação de dogmas tradicionais.Para católicos, e evangélicos, resta aceitar o fato de que não são “melhores”, mas apenas iguais. A religião em si, não melhora a vida do indivíduo, pois brasileiros de religiões distintas tem padrão de vida similar. A chance de uma vida melhor pode surgir para todos, independente da religião.Para católicos, e evangélicos, resta aceitar o fato de que não são “melhores”, mas apenas iguais. A religião em si, não melhora a vida do indivíduo, pois brasileiros de religiões distintas tem padrão de vida similar. A chance de uma vida melhor pode surgir para todos, independente da religião.
Tags: religião x empregadores, religião x renda, renda dos fiéis por religião


























