Eutanásia : Judaísmo
7 Maio 2008 – 1:23 amO judaísmo é a mais antiga de fé monoteísta do Ocidente. Suas regras de conduta fundamentam-se nas interpretações da Escritura e em princípios morais de caráter geral. É uma religião que tem procurado adaptar-se aos ditames da modernidade, ao tentar reinterpretar suas antigas tradições para responder às novas questões éticas advindas do avanço das ciências, da posição da mulher na sociedade, às conflitos étnicos e políticos envolvendo o moderno Estado Judeu.
A linha de raciocínio judaica em relação à eutanásia determina que a tradição legal hebraica seja contra, porque o médico representa o canal por meio do qual Deus preserva a vida humana, posto que é vedado àquele arrogar-se o privilégio divino de decidir entre a vida e a morte de seus pacientes. Decorre do conceito de santidade da vida humana, cujo significado determina que a vida não pode ser extinta ou abreviada, tendo como fundamento à conveniência do paciente, utilidade ou empatia com o sofrimento e a dor do doente.
A halakhah, que é a lei judaica, uma reunião da lei oral e escrita, discrimina entre o prolongamento da vida do paciente, que é obrigatório, e o prolongamento da agonia, que não o é (PESSINI, 1999). Nesse caso, se o médico estiver convencido de que seu paciente esteja em estado terminal, e poderá morrer em três dias, é autorizado suspender os procedimentos de prolongamento de vida e também o tratamento não-analgésico. Em resumo, a halakhah veda a eutanásia ativa, mas admite deixar morrer um paciente em determinadas condições.
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