Feiticeiras, cabos de vassouras e sabás
26 Junho 2008 – 1:13 pmEstimou-se que 500 mil pessoas foram condenadas por feitiçaria e queimadas na Europa, entre os séculos XV e XVII. Seus crimes: pactos com o demônio, longas viagens pelo ar sobre cabos de vassouras, assembléias ilegais aos sábado, ulto do diabo, beijos no rabo do diabo, cópula com íncubos, demônios providos de pênis gelados; cópula com súcubos, demônios femininos. Às vezes acrescentavam-se outras acusações mais mundanas, tais como matar a vaca do vizinho, provocar tempestades, arruinar colheitas, roubar e devorar criancinhas.
Segundo Harner, não eram apenas símbolos fálicos:
O uso do bastão ou da vassoura foi, sem dúvida, mais que um ato freudiano simbólico, servindo para aplicar a planta contendo atropina nas membranas sensitivas da vagina, assim como sugerindo a montada num corcel uma ilusão típica das cavalgadas das bruxas para o sabá.
O papa deu permissão para o uso da tortura das feiticeiras pouco tempo antes da Reforma protestante, e a onda de violência contra a feitiçaria atingiu seu auge durante as guerras e revoluções ocorridas nos séculos XVI e XVII, que puseram à era da unidade cristã.
Fichamento do livro:
HARRIS, Marvin: Vacas, porcos, guerras e bruxos: os enigmas da cultura. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 1978. Capítulo: Cabos de Vassouras e Sabás e a grande mania das bruxas. (ps. 156, 166 e 167).
Tags: atropina, bruxa, demônios, feiticeira, freudiano, reforma protestante, sabá







Um Comentário to “Feiticeiras, cabos de vassouras e sabás”
Quem é a bruxa de lordelo?
By babi on Set 1, 2008