Evitando a dor da alma
22 Julho 2008 – 10:30 amEvitando a dor do corpo pelo atendimento a nossos desejo naturais é necessário evitar a dor da alma. E a
maior dor da alma vem do medo. O medo da morte e o medo dos deuses. O medo é mau conselheiro e, segundo George Lukas, gera a ira e o ressentimento. O medo da morte nasce da nossa consciência que antecipa o futuro. Para os irracionais a morte é uma experiência única, mas nós, conscientes, antecipamos o futuro e isso consome nossa alma. Somos racionais e a mesma razão que nos prende pode nos libertar. Compreendamos que a morte não existe enquanto vivermos e, uma vez mortos, não existimos, então, não sentimos, exatamente como era antes de nascermos. Vivos não há morte, mortos já não somos. Não podemos ter medo do que ainda não existe e, quando existir, não estaremos lá. A dor será para os outros. Aceitar a própria morte não é fácil mas é essencial para uma vida tranqüila. Muitos embusteiros vivem do medo da morte. E a este medo ajuntam outro medo: o medo dos deuses.
O medo dos deuses é o medo do mal que nos atinge sem que saibamos a causa. A relação dos homens com os deuses sempre foi uma relação para evitar o mal. “Livrai-nos do mal” pede a maior das orações da cristandade. O mal é o raio que nos atinge. O mal é a fera que nos acua. O mal é a doença que nos infelicita. Porque isto acontece? Não entendemos. E aí surgem espertalhões com resposta para tudo. E na falta de respostas inventam ilusões como resposta. A maior ameaça de todas as religiões e misticismos é contra os que não crêem. Qualquer crime pode ser perdoado menos a falta de fé. Justamente porque sabem o quanto é difícil crer em ilusões. É o elo fraco da religião acreditar em coisas das quais não há qualquer evidência. Um cientista que faz uma descoberta sente prazer em mostrar como descobriu. Ele não se ofende se alguém pergunta, muito pelo contrário.
Para o religioso cada pergunta, cada dúvida, é uma ofensa. É uma ofensa porque um mágico não revela como chegou ao resultado simplesmente porque o resultado é uma ilusão. Todo feiticeiro é um mágico. Ou um mago. Suas respostas vem da emoção, vem do medo irracional que sentimos desde a infância. Medo terrível do que não compreendemos. Os deuses são reverenciados pela humanidade como pai ou como mãe. Pai nosso. Mãe de Deus. “Serei um menino bonzinho“, parecem dizer os crentes, “para que você, Deus, não me faça mal“. Todo homem para viver bem tem que deixar de ser criança. E isso significa responsabilidade por sua própria vida. Significa deixar de atribuir a outros, sejam homens ou deuses, o poder de dirigir nosso destino. Um adulto responsabiliza-se por seus fracassos e por seus sucessos. Negocia honestamente seus interesses com as outras pessoas. Assumir a responsabilidade por nossas escolhas, livrar-nos de medos irracionais infantis é essencial para ausência de perturbação na alma.
Tags: aceitar a morte, dor da alma, George Lukas



























Um Comentário to “Evitando a dor da alma”
Sou cristão, batista e não me ofendo quando me perguntam sobre a minha fé, pelo contrário, tenho prazer em falar da minha fé, quer concordem ou não. Quando a morte chegar, estaremos conscientes, e vamos ter de enfrentá-la de frente. Como cristão, não tenho medo dela, pois a esperança do crente é justamente a vitória sobre a morte, na ressurreição de nossos corpos, a semelhança de Cristo Jesus. Se não leu ainda, verifique isso e, I Coríntios capítulo 15.
By Pr. Daniel Barros on Jul 28, 2008