O Brasil é um país leigo

Constituição FederalTodos se perguntam o porquê da inserção do sobre a proteção de Deus no preâmbulo da Constituição Federal. Também não sei o motivo qual levou o nosso legislador pátrio (que torra nosso dinheiro com passagem aérea e outras ‘cositas’ mais), após o Decreto n. 119-A de 07.01.1890, que já constitucionalizava como sendo um país leigo, laico ou não confessional – voltar atrás. No mínimo algum constituinte crente deve ter enchido o saco no Congresso Nacional!

Para Pedro Lenza o sentimento anti-religião foi amenizado posteriormente (CF de 1934), pois passou-se a admitir o casamento religioso com efeitos civis e facultou-se o ensino religioso nas escolas públicas.

No que diz respeito à libertinagem liberdade religiosa, o Brasil é um Estado laico ou leigo, pois não possui uma religião oficial – busca amparar e proteger todas as religiões. No entanto, o Brasil é um país TEÍSTA (Sem Religião), ou seja, tem um Deus como ser supremo, mas não Deus desta ou daquela religião.

Não obstante isso, a liberdade religiosa abrange inclusive o direito de não acreditar (ateísmo) ou de professar nenhuma fé (Deísmo) e o Estado deverá respeitar .

Por Lordelo em 5 maio 2009 | 1 Comentário

(Des)converta seu amigo crente nesse Natal

Começarei com a indicação de dois livros interessantes. Ambos são fortes, pois apresentam a religião, igreja, Jesus Cristo, bíblia e  Deus segundo uma interpretação NUA E CRUA. Esses livros são interessantes tanto para as pessoas normais (usuária da RAZÃO) quanto para presentear aquele seu amigo fanático religioso (usuária da bíblia). 

 

1) O Evangelho segundo Jesus Cristo de José Saramago. É um livro que faz a reinterpretação da história do filho de José e Maria. O autor tem uma escrita própria, meio que sem pontuação ou estrutura literal formal. Pode até parecer chato no início, mas tem uma visão bem diferenciada da bíblia e demais acontecimentos. 

 

 

 

2) Deus, um delírio de Richard Dawkins. Segundo o autor esse livro propõe converter o leitor em um ateu. Comigo não funcionou. Todavia, é importante notar que o livro demonstra a força da razão sóbria e incisiva para explicar a vida, assim como o Deísmo pretende. Concordo com o livro ao ser agressivo pra expressar sua indignação com o que considera um dos males mais preocupantes da atualidade. 

FELIZ NATAL!  FELIZ NATAL!  FELIZ NATAL!  Pelo menos é feriado.

Por Lordelo em 23 dezembro 2008 | 2 Comentários

Jesus Cristo nunca existiu - Prólogo III

O sacerdote é sempre categórico em suas afirmações diante do crente, mostrando-se, contudo, reticente e cauteloso em face do conhecimento científico do homem de saber aprimorado. A este falará sobre tudo, mas evitará abordar o que se refere a Deus, religião ou teologia. Tendo ultrapassado a época do medo, a raça humana não se libertou totalmente do sentimento religioso, porquanto, existem os que se valem do nome de Deus e das religiões para viverem ociosamente, desfrutando de boa posição e respeito, sem, contudo, dar aos homens qualquer contribuição que lhes aproveite para sua felicidade e bem estar. Apenas a promessa de uma boa vida futura, após a morte. Todavia, até esta ser-lhe-á garantida apenas com a condição de suportar, pacientemente, muitos sofrimentos em sua passagem pela terra. Ora, são promessas vãs e mentirosas. Será que o sacerdote daria para alguém o Reino dos Céus, se dele dispusesse? Tudo nos leva a crer que não.

Não acreditamos que as religiões possam desaparecer tão cedo da face da Terra, apesar do aprimoramento, sempre em expansão, do conhecimento científico. As religiões não morrem, modificam-se. Desde os primórdios da humanidade, o aparecimento sempre de novos deuses e modalidades de culto justificam tal afirmativa. Em vista de tantas e tais modificações, é que chegamos à era do advento de Cristo e do cristianismo, religião esta abraçada por boa parte da população do mundo atual, em suas variadas ramificações.

E qual o fundamento sobre o qual foi criada a religião cristã? Nada tem de positivo, palpável ou verdadeiro. É apenas uma lenda o nascimento de Jesus, como toda a vida e os atos a ele imputados. Aqueles que criaram o cristianismo sequer primaram pela originalidade, porquanto, a lenda que envolve a personalidade de Jesus Cristo é apenas copia de tantas outras que relatam o nascimento e tudo quanto se referiu aos deuses criados pelos antigos, tais como Ísis, Osíris, Hórus Átis. Apolo, Mitra, etc.

O homem do nosso século tem, forçosamente, de ser prático. Daí, não poderá fundamentar os atos de sua vida em lendas ou mitos. As lendas possuem, evidentemente, um grande valor, fazem parte do folclore dos povos, influindo na formação de suas culturas. Entretanto, o seu valor cultural não deve ultrapassar o limite lógico e aceitável.

Por La Sagesse em 21 agosto 2008 | Comente

Como pode um Deus tão bom

Costumo ouvir das pessoas uma indagação muito famosa. Elas questionam como pode existir um Deus tão bom, e haver coisas tão ruins acontecendo no mundo, principalmente com inocentes. A questão dos inocentes, não creio que só por serem inocentes estãos isentos de possivelmente serem vítimas de acidentes, por exemplo. Todos estão no mundo, portanto sucetíveis a desastres, seja de que ordem for. Porém, acredito que nada acontece “por acaso”.

Como um Deus tão bom poderia permitir a existência de um mundo tão maculado? Dr. Paul Brand havia respondido a todas as minhas reclamações. Doenças? Porventura sabia eu que, das 24 mil espécies de bactérias, apenas poucas centenas são nocivas? As plantas não poderiam produzir oxigênio nem os animais seriam capazes de digerir os alimentos sem a ajuda de uma bactéria. O fato é que as bactérias constituem metade de toda a matéria viva. A maioria dos transmissores de doenças tem pouquíssimas diferenças - chamadas mutações - desses organismos tão necessários, conforme explicou o Dr. Brand.

E quanto aos bebês defeituosos? Brand se lançou na desrição da complexa bioquímica envolvida na produção de uma criança saudável. A grande maravilha não é um bebê nascer defeituoso, mas sim o nascimento de milhões deles saudáveis. Seria possível criar um mundo à prova de erros em que o genoma humano, com seus bilhões de variáveis, nunca cometesse um erro no momento de sua transmissão? Nenhum cientista é capaz sequer de imaginar tal sistema infalível em nosso mundo de rígidas leis físicas.

Philip Yancey, livro: Alma sobrevivente.

A maioria das pessoas vê a dor como uma inimiga. Porém, como meus pacientes no leprosário comprovam, ela nos força a dar atenção a ameaças a que nossos corpos estão submetidos. Sem ela, um ataque cardíaco, um derrame, um apêndice rompido ou úlceras estomacais aconteceriam sem aviso. Quem iria visitar um médico se não estivesse sentindo dor?”.

Dr. Paul Wilson Brand.

É. A ciência sempre nos ajudando a resolver questões tão complexas!

Por Janaina em 18 julho 2008 | 6 Comentários

A ópera dos deuses

O capítulo 9 do livro “Dom Casmurro” de Machado de Assis, conta de forma alegórica (figurada), e quase como uma parábola o drama da criação da humanidade, e os conflitos entre Deus e Satanás. Não é um texto ocultista, mas tem um conteúdo de teor metafísico.

Analisando o texto percebemos um certo pessimismo do autor. Tudo já foi previamente e meticulosamente planejado sem a possibilidade de quase alteração posterior, e mesmo para retificações. A obra da criação seria apenas um momento de diversão divina, sem nenhum motivo mais especial.

Satanás fora expulso da presença do Altíssimo em razão de sua insubordinação, mas que seria passível de compreensão já que ele não havia recibo as devidas honrarias antes da rebelião. Contudo, Satanás na ânsia de querer mostrar que era bom o suficiente no que fazia, conseguiu dissuadir Deus a prolongar aquele entretenimento, e em razão disto teria criado a humanidade. Logo, não haveria nenhum desígnio especial da parte de Deus em relação às suas vãs criaturas que seriam apenas personagens de uma grande peça teatral ou jogo divino.
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Por James Mytho em 10 julho 2008 | Comente

Deus, fé e política

Neste artigo, o diplomata Roberto Campos (já falecido) apresenta as suas impressões acerca da religiosidade do brasileiro. Faz críticas à ala progressista da Igreja Católica, e defende a tese de que os religiosos devem tratar apenas de assuntos religiosos. A seguir, o artigo escrito por ele, que na época era deputado, no ano de 1993:

A religiosidade brasileira é peculiar e define bem a natureza do país. Funciona a fogo brando. Somos o país do sujeito convencido de que é católico, sem a menor dúvida, mas só vai a Missa do Galo, mesmo assim levado pela mulher; não noção severa de pecado; escolhe dos Mandamentos o que quer ou não cumprir (sempre excluindo o sexto e o nono, evidentemente…); decide em que vai acreditar (sempre mais ou menos), e não sente grande compulsão de coerência interior.
(…)

Em nossa religião camarada, Deus é quase um membro da família. Um pai tolerante, muito ocupado com outras coisas, mas a quem se recorre num aperto. (…) Herdamos dos avôs portugueses uma religiosidade familiar, doce e superficial, que o carinhoso culto do Menino Jesus ilustra bem.

A religiosidade no Brasil terá assim de ser algo diferente, pois não temos o Jeová trágico dos judeus nem o Deus punitivo dos puritanos. Por isso também é diferente nossa visão do “castigo divino” e das pragas bíblicas. O “castigo divino” não está na índole. O brasileiro não pensa em termos de causa e efeito – tem tanta aversão a essa idéia que não sei como isso está na Constituição, ao lado de pérolas como o Estado garantindo o direito à vida, ou os juros de 12%… De nosso sincretismo com as culturas animísticas e tribais de índios e africanos, ficou-nos um fatalismo, no lugar da noção de responsabilidade dos próprios atos.
(…)
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Por James Mytho em 20 maio 2008 | Comente

Fé em Deus ou uma teoria sobre Deus

Deus, ou o que se queira chamar como tal, é na maioria das vezes posto em dois extremos:

  • Um das religiões reveladas aonde ele (ele no sentido neutro, já que em português o gênero masculino das palavras também remetem ao neutro ou não-especificado) é visto como Pai, criador e mantenedor do universo e da vida, ele é visto como um ser de enorme potência e com características físicas e temperamentais de ser humano, aonde controversamente, ele é amor e justiça, mas também pode condenar ao castigo eterno, de acordo como a maioria dos seguidores do dogma e/ou doutrina cristã.
  • Por um outro lado, talvez devido as características apresentadas a cima, sua existência é negada, ele então é visto como o monstro espaguete voador, o amigo invisível do qual nós recorremos em tempos de tribulação, isso em um plano individual, e o déspota que é responsável pelas religiões do Oriente Médio e todo o banho de sangue que se segue direta ou indiretamente por cause de seu santo nome, em um plano social.

De antemão, não se pode afirmar a existência de um Criador, já que de um ponto de vista da ciência não se pode testar e provar como verdadeiro ou falso a existência do Criador, mas também a negação de sua existência é mais baseada em experiências pessoais e postura filosófica do que uma prova científica cabal. Alguém pode argumentar “se eu não posso nem provar nem refutar a existência de um Criador, também não posso provar nem refutar a existência de gnomos, bicho papão e do Monstro Espaguete Voador”.

De fato, ao se afirmar que é possível a existência de um Criador (nota-se que não há nenhum outro dado positivo além da teoria de sua existência, como esse Criador é, talvez seja nosso exercício de dar significado às coisas, mas não necessariamente ao atribuir algo a algum possível Criador essa seja a verdade) também se abra margem para a existência do Papai Noel e de Poisedon, por exemplo, rigorosamente falando sim, mas nosso conhecimento de mundo sabe que não existe um ser governando os mares no fundo do oceano e que o bom velhinho é uma bela alegoria de natal.

Mas a existência de um ser sentiente que tenha dado origem a tudo como clamam também as religiões reveladas não é, novamente, verificável, então o que se tem é uma teoria, para alguns o universo basta por si só, então o indivíduo se encaixa dentro do ateísmo, para outros, a existência de um ser sentiente do qual nossa razão humana (que usa apenas, na melhor das hipóteses, 10% do potencial de seu cérebro) não consegue atribuir maiores valores de juízo para uma deidade (talvez uma realidade fora desse universo aonde nossas leis físicas não se aplicariam), essa deidade talvez seja possível.

Então pode-se pensar “aonde isso vai nos levar?”, a única resposta que posso dar (agora em um tom mais pessoal) seja que ao falarmos de deidades ou a ausência delas, estamos usamos o que há de mais humano em nós, a capacidade de levantar hipóteses, testá-las e tentar chegar a um consenso sobre esse mundo que vivemos.

Por Jos Zambon em 3 maio 2008 | 2 Comentários

Religiões ainda são necessárias

Nada tenho contra as religiões, inclusive entendo que elas se fazem necessárias como instrumentos de assistência social. O meu objeto de crítica é o autoritarismo religioso, as incoerências, os desmandos, e os pseudo-pecados. As religiões falharam no seu papel social, não acabando com as injustiças sociais, com as discriminações, e com as mazelas humanas. Pelo contrário, a religião se utiliza destas coisas para exercer a sua influência social, para concretizar o seu projeto de poder político-econômico. Em troca, o que as pessoas ganham ? Um consolo ? A paz de espírito ? A salvação ? Será que é assim mesmo ?

Existem três formas de religião: a institucional, a comunitária e a pessoal. A primeira forma está em franca decadência, apesar das tentativas desesperadas de alguns religiosos de revigorá-la.

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Por James Mytho em 1 abril 2008 | Comente

Carl Sagan

“é muito melhor compreender o Universo como ele realmente é do que persistir num engano, por mais satisfatório e tranqüilizador que possa ser”

Por Lordelo em 8 fevereiro 2008 | 1 Comentário

Definição

DEÍSMO é definido no Webster’s Encyclopedic Dictionary, 1941, como: “[Do latim: Deus] A doutrina ou credo de um Deísta.” E Deísta é definido no mesmo dicionário como: “Aquele que acredita na existência de um Deus ou ser supremo, mas nega a religião revelada, baseando a sua crença em função da natureza e da razão.” A definição acima é de uma fonte não-Deísta. A filosofia espiritual pode trazer um profundo sentimento de paz e felicidade para o indivíduo, assim como, a capacidade de erradicar o medo e superstição.

Glossário construido a partir de colaborações do World Union of Deist:

Acreditar: É a confiança em uma pessoa ou coisa baseada na razão e experiência.

Culto: No Deísmo, um culto é um irrazoável emaranhado de crenças por um grupo de pessoas. Baseando-se nesta definição, judaísmo, cristianismo e islamismo são todos os cultos, porque os seus membros suspendem a razão dada por Deus, a fim de acreditar ou aceitar os insensatos dogmas e ensinamentos, como Deus dando um imóvel de presente para os judeus, a ressurreição e ascensão de Jesus e Maomé entre outras falsas alegações. Porque o Deismo sempre promove livre e independente pensamento e razão, é impossível para Deismo para se tornar um culto.

Deísmo: É o reconhecimento de uma força universal criadora superior demonstrada pelo homem, apoiados pela observação pessoal das leis, natureza e do universo. Assim, perpetuadas e validados pela inata habilidade da razão humana associada à rejeição das alegações feitas pelos indivíduos e das religiões organizadas que receberam a revelação divina.

Deus: A força criativa universal, que é a fonte das leis e tudo encontrado na Natureza.

Design Inteligente: Refere-se à estrutura da Natureza, como o DNA, que pode ser observado e da complexidade de um Designer Inteligente. Neste contexto, a expressão “estrutura” significa algo disposto em um padrão definido de organização. No Deismo, Design Inteligente não tem nada a ver com o mito das criação exageradas da biblia.

Filosofia: O estudo das verdades e princípios “de ser”, o conhecimento, ou de conduta.

: Esta palavra tem sido abusada pelas religiões que significa a suspensão da razão, a fim de aceitar, ou, pelo menos, de tolerar, uma alegação feita por um insensato. É a única maneira para levar as pessoas a aceitarem tais afirmações e idéias como pecado original, caminhando sobre a água, curar os doentes sem assistência médica, a divisão do Mar Vermelho, etc. Deístas preferem utilizar a palavra “acreditar” ao invés de fé devido à distorção que a palavra adquiriu depois de séculos de abuso das religiões.
Uma diferença fundamental entre Deismo e religião é que os Deístas acreditam em Deus. Esta citação de Voltaire: “O que é a fé? É a acreditar no que é evidente? Não. É perfeitamente evidente para mim, que existe uma necessidade, eterno, supremo, e ser inteligente. Isto não é uma questão de Fé, mas da razão. “

Religião Natural: Crença em Deus baseada na aplicação de leis sobre o razão / Natureza em oposição à religião revelada, que é baseado nas revelações alegada.

Razão: Os poderes mentais utilizados com formadas conclusões ou inferências baseadas em fatos. Deístas olham a razão como o segundo maior dom de Deus à humanidade, em primeiro apenas à própria vida.

Religião: Um conjunto de convicções relativas à causa, a natureza e propósito do universo.

Revelação: O ato de revelar ou de tornar conhecido. No sentido religioso, normalmente significa revelação divina. Isto não faz qualquer sentido, uma vez que só pode ser revelação, em primeira instância. Por exemplo, se Deus revelar alguma coisa para mim, seria uma revelação divina para mim. Se eu contar a alguém o que Deus me disse, seria simples boato. Se a pessoa acreditar no que eu disser, eles não estão confiando em Deus, mas em mim, acreditando que o que eu disse era realmente verdade.

Religião revelada: É um sistema organizado de crença e de culto em Deus baseada no comunicado / comunica com certos indivíduos fundadores e membros da religião revelada. Como mencionado acima, por acreditar em nenhuma religião, um crente não coloca a sua confiança em Deus, mas nas pessoas que recebem a revelação divina.

Which Religion is Right? Qual Religião é certa? Pense nisso!

Por Lordelo em 5 fevereiro 2008 | Comente

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