Eutanásia - islamismo

Uma das quatro maiores religiões monoteístas se baseia nos ensinos de Maomé, O Profeta (570-632 d.C.), escritos no livro sagrado do Corão. Islã significa submeter, e exprime a submissão à lei e à vontade de Alá. Em 1981, o Conselho Islâmico para a Europa, referenda a Declaração Islâmica dos Direitos Humanos, inspirado no Corão e na Suna (tradição dos ditos e ações do Profeta) declara entre expressamente em relação aos princípios fundamentais norteadores que fundamentam o direito mulçumano:

[...] a vida humana é sagrada e inviolável e devem ser envidados todos os esforços para protegê-la. Em particular, nenhuma pessoa deve ser exposta a lesões ou à morte, a não ser sob a autoridade da lei; durante a vida e depois da morte, deve ser inviolável o caráter sagrado do corpo de uma pessoa. Os crentes devem velar para que o corpo de um falecido seja tratado com a solenidade exigida. (PESSINI, 1999)

Segundo (PESSINI, 1999) o direito muçulmano preconiza que os direitos humanos são de origem divina, limitando desta forma drasticamente a ação do homem em suas decisões, pois sempre é a vontade divina que prevalece (NOGUEIRA, 1995), lança luz definitiva sobre o parecer islâmico a respeito da eutanásia, é que a vida humana considerada sagrada, aliada a “limitação drástica da autonomia da ação humana”, proíbem a eutanásia, o suicídio, pois o médico é um soldado da vida, portanto, este não deve tomar medidas positivas para abreviar a vida do paciente. Contudo, se a vida não pode ser restaurada é desnecessário manter uma pessoa em estado vegetativo utilizando-se de medidas heróicas.

Por Lordelo em 12 maio 2008 | Comente

Powered by WordPress | Blog Oh! Blog | Assine Feed (RSS). Política de Pricidade.