O que é o natal em capitalismo x moralismo

A festa natalina que muita gente adora. Não pela comemoração do nascimento do menino Jesus, mas por ser feriado e se tiver próximo do final de semana é possível enforcar algum dia. É claro que esta também é uma ótima oportunidade para o comércio ganhar dinheiro com a venda de presentes! E o pastor sempre enfatiza que esse momento é para compartilhar alegrias. De qualquer sorte agradecemos qualquer contribuição para o caixa da igreja. Certo?

O que me deixa mais invocado é como as pessoas falam FELIZ natal ou FELIZ ano novo de modo automático. É possível observar claramente que não é um sentimento expressado de modo natural e desejado. Apenas por educação.

Aproveitei para levar alguns presentes para crianças humildes e poder observar a reação delas ao ver seu desejo ou pedido realizado. Essa é uma campanha proposta pelos CORREIOS em fazer o natal de uma criança feliz (passe nos Correios em 2009 e pegue uma cartinha). É bem interessante essa experiência para valorizarmos como as pessoas podem ser felizes com tão pouco.
OBS: Nunca vi tanta igreja nessas comunidades carentes!

Por Lordelo em 29 dezembro 2008 | Comente

Fé em Deus ou uma teoria sobre Deus

Deus, ou o que se queira chamar como tal, é na maioria das vezes posto em dois extremos:

  • Um das religiões reveladas aonde ele (ele no sentido neutro, já que em português o gênero masculino das palavras também remetem ao neutro ou não-especificado) é visto como Pai, criador e mantenedor do universo e da vida, ele é visto como um ser de enorme potência e com características físicas e temperamentais de ser humano, aonde controversamente, ele é amor e justiça, mas também pode condenar ao castigo eterno, de acordo como a maioria dos seguidores do dogma e/ou doutrina cristã.
  • Por um outro lado, talvez devido as características apresentadas a cima, sua existência é negada, ele então é visto como o monstro espaguete voador, o amigo invisível do qual nós recorremos em tempos de tribulação, isso em um plano individual, e o déspota que é responsável pelas religiões do Oriente Médio e todo o banho de sangue que se segue direta ou indiretamente por cause de seu santo nome, em um plano social.

De antemão, não se pode afirmar a existência de um Criador, já que de um ponto de vista da ciência não se pode testar e provar como verdadeiro ou falso a existência do Criador, mas também a negação de sua existência é mais baseada em experiências pessoais e postura filosófica do que uma prova científica cabal. Alguém pode argumentar “se eu não posso nem provar nem refutar a existência de um Criador, também não posso provar nem refutar a existência de gnomos, bicho papão e do Monstro Espaguete Voador”.

De fato, ao se afirmar que é possível a existência de um Criador (nota-se que não há nenhum outro dado positivo além da teoria de sua existência, como esse Criador é, talvez seja nosso exercício de dar significado às coisas, mas não necessariamente ao atribuir algo a algum possível Criador essa seja a verdade) também se abra margem para a existência do Papai Noel e de Poisedon, por exemplo, rigorosamente falando sim, mas nosso conhecimento de mundo sabe que não existe um ser governando os mares no fundo do oceano e que o bom velhinho é uma bela alegoria de natal.

Mas a existência de um ser sentiente que tenha dado origem a tudo como clamam também as religiões reveladas não é, novamente, verificável, então o que se tem é uma teoria, para alguns o universo basta por si só, então o indivíduo se encaixa dentro do ateísmo, para outros, a existência de um ser sentiente do qual nossa razão humana (que usa apenas, na melhor das hipóteses, 10% do potencial de seu cérebro) não consegue atribuir maiores valores de juízo para uma deidade (talvez uma realidade fora desse universo aonde nossas leis físicas não se aplicariam), essa deidade talvez seja possível.

Então pode-se pensar “aonde isso vai nos levar?”, a única resposta que posso dar (agora em um tom mais pessoal) seja que ao falarmos de deidades ou a ausência delas, estamos usamos o que há de mais humano em nós, a capacidade de levantar hipóteses, testá-las e tentar chegar a um consenso sobre esse mundo que vivemos.

Por Jos Zambon em 3 maio 2008 | 2 Comentários

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